quarta-feira, 24 de março de 2010

Os programas gratuitos como fonte de inclusão social.

O Instituto do Legislativo Paulista (ILP) irá promover, para toda a comunidade, a palestra Linux: Os programas gratuitos como fonte de inclusão social, em 26 de março, sexta-feira, com objetivo formar agentes multiplicadores de forma a disseminar o conhecimento sobre novas ferramentas da informática disponíveis à população. A palestra será ministrada por Cristina Simões e acontecerá na sala de aula do Instituto, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, das 16h às 19 horas.

Diante das constantes modificações tecnológicas que têm sofrido a sociedade atual, ter conhecimento dos diversos sistemas e programas de computador torna-se uma forma eficiente de administração do tempo, dos relacionamentos, procura por trabalho e exercício da cidadania. Na palestra serão abordados o histórico e as vantagens do uso, além do impacto social e econômico do sistema operacional.

Para se inscrever, a fim de assistir a palestra, o interessado deve acessar página do ILP na internet
Sistema operacional desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds, no Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki, o Linux, implantado em 05 de outubro de 1991, tem grande aceitação por conta da arquitetura interna e portabilidade.

domingo, 21 de março de 2010

Os fundamentos das deficiências e síndromes.

Deficiência intelectual

"Ajudou no meu trabalho perceber que o Benjamin precisa visualizar. Ele entende mais diante de situações concretas." Roseléia Blecher, professora da Nova Escola
Judaica Bialik Renascença, em São Paulo, onde estuda Benjamin Saidon, 15 anos,
com síndrome de Down. Foto: Marcelo Min

• Definição: funcionamento intelectual inferior à média (QI), que se manifesta antes dos 18 anos. Está associada a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho). O diagnóstico do que acarreta a deficiência intelectual é muito difícil, englobando fatores genéticos e ambientais. Além disso, as causas são inúmeras e complexas, envolvendo fatores pré, peri e pós-natais. Entre elas, a mais comum na escola é a síndrome de Down.

SÍNDROME DE DOWN
• Definição: alteração genética caracterizada pela presença de um terceiro cromossomo de número 21. A causa da alteração ainda é desconhecida, mas existe um fator de risco já identificado. “Ele aumenta para mulheres que engravidam com mais de 35 anos”, afirma Lília Maria Moreira, professora de Genética da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
• Características: além do déficit cognitivo, são sintomas as dificuldades de comunicação e a hipotonia (redução do tônus muscular). Quem tem a síndrome de Down também pode sofrer com problemas na coluna, na tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo, entre outros, e, muitas vezes, nasce com anomalias cardíacas, solucionáveis com cirurgias.
• Recomendações: na sala de aula, repita as orientações para que o estudante com síndrome de Down compreenda. “Ele demora um pouco mais para entender”, afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são visuais. Por isso, é importante reforçar comandos, solicitações e tarefas com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes e chamativas, com cores e símbolos fáceis de compreender. A linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. “Muitas famílias não repreendem o filho quando ele faz algo errado, como morder e pegar objetos que não lhe pertencem”, diz Mônica. Não faça isso. O ideal é adotar o mesmo tratamento dispensado aos demais. “Eles têm de cumprir regras e fazer o que os outros fazem. Se não conseguem ficar o tempo todo em sala, estabeleça combinados, mas não seja permissivo.” Tente perceber as competências pedagógicas em cada momento e manter as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos. Planeje pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam funções cognitivas é muito grande e, às vezes, o cansaço faz com que pareçam missões impossíveis para ela. Valorize sempre o empenho e a produção. Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no trabalho e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como desinteresse, descumprimento de regras e provocações.

TGD

"Trocando experiências com colegas, descobri novas maneiras de ensinar o Matheus. E, quando percebi que ele aprendia, nunca mais dei sossego a ele."

Hellen Beatriz Figueiredo, que deu aulas para Matheus Santana da Silva, autista,
na 1ª série da EMEF Coronel Hélio Franco Chaves, em São Paulo. Foto: Marcelo Min

• Definição: os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas, com padrões de comunicação estereotipados e repetitivos e estreitamento nos interesses e nas atividades. Geralmente se manifestam nos primeiros cinco anos de vida.

AUTISMO
• Definição: transtorno com influência genética causado por defeitos em partes do cérebro, como o corpo caloso (que faz a comunicação entre os dois hemisférios), a amídala (que tem funções ligadas ao comportamento social e emocional) e o cerebelo (parte mais anterior dos hemisférios cerebrais, os lobos frontais).
• Características: dificuldades de interação social, de comportamento (movimentos estereotipados, como rodar uma caneta ou enfileirar carrinhos) e de comunicação (atraso na fala). “Pelo menos 50% dos autistas apresentam graus variáveis de deficiência intelectual”, afirma o neurologista José Salomão Schwartzman, docente da pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Alguns, porém, têm habilidades especiais e se tornam gênios da informática, por exemplo.
• Recomendações: para minimizar a dificuldade de relacionamento, crie situações que possibilitem a interação. Tenha paciência, pois a agressividade pode se manifestar. Avise quando a rotina mudar, pois alterações no dia a dia não são bem-vindas. Dê instruções claras e evite enunciados longos.

SÍNDROME DE ASPERGER
• Definição: condição genética que tem muitas semelhanças com o autismo.
• Características: focos restritos de interesse são comuns. Quando gosta de Matemática, por exemplo, o aluno só fala disso. “Use o assunto que o encanta para introduzir um novo”, diz Salomão Schwartzman.
• Recomendações: as mesmas do autismo.

SÍNDROME DE WILLIAMS
• Definição: desordem no cromossomo 7.
• Características: dificuldades motoras (demora para andar e falta de habilidade para cortar papel e andar de bicicleta, entre outros) e de orientação espacial. Quando desenha uma casa, por exemplo, a criança costuma fazer partes dela separadas: a janela, a porta e o telhado ficam um ao lado do outro. No entanto, há um interesse grande por música e muita facilidade de comunicação. “As que apresentam essa síndrome têm uma amabilidade desinteressada”, diz Mônica Leone Garcia.
• Recomendações: na sala de aula, desenvolva atividades com música para chamar a atenção delas.

SÍNDROME DE RETT
• Definição: doença genética que, na maioria dos casos, atinge meninas.
• Características: regressão no desenvolvimento (perda de habilidades anteriormente adquiridas), movimentos estereotipados e perda do uso das mãos, que surgem entre os 6 e os 18 meses. Há a interrupção no contato social. A comunicação se faz pelo olhar.
• Recomendações: “Crie estratégias para que esse aluno possa aprender, tentando estabelecer sistemas de comunicação”, diz Shirley Rodrigues Maia, da Ahim-sa. Muitas vezes, crianças com essa síndrome necessitam de equipamentos especiais para se comunicar melhor e caminhar.

Quer saber mais?

CONTATOS
Associação de Amigos do Autista (AMA), www.ama.org.br
Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), www.aacd.org.br
Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), www.apaebrasil.org.br
Associação Educacional para Múltipla Deficiência, www.ahimsa.org.br
Associação Quero-Quero, www.projetoqueroquero.org.br
Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (Derdic), www.derdic.pucsp.com.br
Fundação Dorina Nowill para Cegos, www.fundacaodorina.org.br
Fundação Selma, www.fund-selma.org.br
Instituto de Educação para Surdos (Ines), www.ines.gov.br
Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, www.laramara.org.br

FILMOGRAFIA
Vermelho como o Céu, Cristiano Bortone, 95 min., Califórnia Filmes, tel. (11) 3048-8444

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/aprender-superar-511027.shtml?page=2

Os fundamentos das deficiências e síndromes

Conhecer o que afeta o seu aluno é o primeiro passo para criar estratégias que garantam a aprendizagem.


"Precisei estudar para ensinar Educação Física para alunos com deficiência visual. Hoje, na sala de recursos, procuro novas possibiliades para a turma."

Anderson Martins, professor de Educação Física da EMEF Antônio Fenólio, em Taboão da Serra, SP, onde estuda Taianara Monteiro, 13 anos. Foto: Marcelo Min

Deficiência Visual

• Definição: condição apresentada por quem tem baixa visão (em geral, entre 40 e 60%) ou cegueira (resíduo mínimo da visão ou perda total), que leva à necessidade de usar o braile para ler e escrever.
• Características: a perda visual é causada em geral por duas doenças congênitas: glaucoma (pressão intraocular que causa lesões irreversíveis no nervo ótico) e catarata (opacidade no cristalino). Em alguns casos, as doenças são confundidas com uma ametropia (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), que pode ser corrigida pelo uso de lentes, o que permite o retorno total da visão. A catarata também pode ser corrigida, mas só com cirurgia. “O aluno que não enxerga o colega a 2 metros nas brincadeiras, principalmente em espaços abertos, pode ter 5 ou 6 graus de miopia e não necessariamente baixa visão ou cegueira”, explica o oftalmologista Frederico Lazar, de São Paulo.
• Recomendações: promover a realização de exames de acuidade visual na escola para identificar possíveis doenças – reversíveis ou não – ou ametropias. Se o estudante não percebe expressões faciais, lide com ele de maneira perceptiva, alterando, por exemplo, o tom de voz. As atenções devem ser redobradas quando o assunto é orientação e mobilidade. É preciso identificar os degraus com contraste (faixa amarela ou barbante), os obstáculos, como pisos com alturas diferentes, e, principalmente, os vãos livres e desníveis. A sinalização de marcos importantes, como tabuletas indicando cada sala e espaço, é feita também em braile. Uma ideia é trabalhar maquetes da escola para que o espaço seja facilmente identificado.

Na sala de aula, é aconselhável não colocar mochilas no chão ou no corredor entre as carteiras. Use materiais maiores e reconhecíveis pelo tato. Aproxime os que têm baixa visão do quadro-negro, já que alguns conseguem enxergar quando sentados na primeira carteira. Outros precisam de equipamentos especiais. Para os que não conseguem ler o que está escrito no quadro, há algumas possibilidades. “Traga o material já escrito de casa e entregue a eles ou peça que os colegas, em sistema de revezamento, os auxiliem na tarefa”, explica a psicóloga Cecília Batista, do Departamento de Desenvolvimento Humano e Reabilitação da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Deficiência Auditiva
• Definição: condição causada por má-formação na orelha, no conduto (cavidade que leva ao tímpano), nos ossos do ouvido ou ainda por uma lesão neurossensorial no nervo auditivo ou na cóclea (porção do ouvido responsável pelas terminações nervosas). Tem origem genética ou pode ser provocada por doenças infecciosas, como a rubéola e a meningite. Também pode ser temporária, causada por otite.


"Fui pesquisar como trabalhar com surdos, aprendi Libras e logo fiz uma pós-graduação em Educação Inclusiva, o que me ajudou muito."
Selma Xavier (no centro), da EE Governador Barbosa Lima, no Recife, onde estudam Itainan, Matheus e Juliana, que têm deficiência auditiva.

• Características: pode ser leve, moderada, severa ou profunda. “Quanto mais aguda, mais difícil é o desenvolvimento da linguagem”, diz a fonoaudióloga Beatriz Mendes, docente da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em São Paulo, que atua na Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (Derdic). Um exame fonoaudiológico é capaz de identificar o grau da lesão.
• Recomendações: há duas formas de o aluno com deficiência auditiva desenvolver a linguagem. Uma delas é usar um aparelho auditivo e passar por acompanhamento terapêutico, familiar e escolar. “Pessoas surdas conseguem falar”, ressalta Beatriz Mendes.
Para isso, tem de passar por terapia, receber novos moldes e próteses e ter o apoio da família e do professor”, complementa Beatriz Novaes, docente da PUC e coordenadora do Centro Audição na Criança da Derdic, da mesma universidade paulistana. Outro meio é aprender a língua brasileira de sinais (Libras). O estudante que tem perda auditiva também demora mais para se alfabetizar. Pedir que se sente nas carteiras da frente pode ajudá-lo a aprender melhor. “Fale perto e de frente para ele”, destaca Beatriz Mendes. Aposte também no uso de recursos visuais e na diminuição de ruídos – e tente o apoio e a integração por meio de um intérprete de Libras.

Deficiência múltipla

"No início, achei que não seria capaz de ensinar o João Vitor. O que me ajudou
foram as leituras sobre a deficiência múltipla e o apoio de uma psicopedagoga."

Amanda Rafaela Silva, professora de pré-escola na EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, em São Gonçalo do Pará, MG. João Vitor tem 7 anos. Foto: Léo Drumond

• Definição: ocorrência de duas ou mais deficiências: autismo e síndrome de Down; uma intelectual com outra física; uma intelectual e uma visual ou auditiva, por exemplo. “Não há estudos que indiquem qual associação de deficiência é a mais comum”, afirma Shirley Rodrigues Maia, diretora de programas educacionais da Associação Educacional para Múltipla Deficiência (Ahimsa). Uma das mais comuns nas salas de aula é a surdo-cegueira.

SURDO-CEGUEIRA
• Definição: perdas auditivas e visuais simultâneas e em graus variados. As causas são principalmente doenças infecciosas, como rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus (doença da mesma família do herpes). A diferença de um cego ou surdo para um surdo-cego é que este não tem consciência da linguagem e, portanto, não aprende a se comunicar de imediato.
• Características: traz problemas de comunicação e mobilidade. O surdo-cego pode apresentar dois comportamentos distintos: isola-se ou é hiperativo.
• Recomendações: o primeiro desafio é criar formas de comunicação. Busque também integrar esse estudante aos demais e criar rotinas previsíveis para que ele possa entender o que vai acontecer. Ofereça objetos multissensoriais, que facilitam a comunicação.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/aprender-superar-511027.shtml?page=1

Inclusão - Educação e cidadania!

Os fundamentos das deficiências e síndromes


"Procurei saber sobre a paralisia cerebral com os médicos que cuidam
do Matheus. Logo percebi que isso é algo essencial para mim em classe."

Eleuza de Fátima Neiva, professora da EE Pedro Fernandes da Silva Júnior,
em Ribeirão das Neves, MG, que leciona para Matheus Alves, 8 anos.
Foto: Léo Drumond



Conhecer o que afeta o seu aluno é o primeiro passo para criar estratégias que garantam a aprendizagem


Você sabe o que é síndrome de Rett, síndrome de Williams ou surdo-cegueira? Para receber os alunos com necessidades educacionais especiais pela porta da frente, é preciso conhecer as características de cada síndrome ou deficiência.



O primeiro passo é entender as diferenças entre os dois termos. Deficiência é um desenvolvimento insuficiente, em termos globais ou específicos, ou um déficit intelectual, físico, visual, auditivo ou múltiplo (quando atinge duas ou mais dessas áreas). Síndrome é o nome que se dá a uma série de sinais e sintomas que, juntos, evidenciam uma condição particular. A síndrome de Down, por exemplo, engloba deficiência intelectual, baixo tônus muscular (hipotonia) e dificuldades na comunicação, além de outras características, que variam entre os atingidos por ela.

Se você leciona para alguém com diagnóstico que se encaixa nesse quadro, precisa saber que é possível ensiná-lo. “O professor deve se comprometer e acompanhar seu desenvolvimento”, afirma Mônica Leone Garcia, assessora técnica da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Conheça a seguir as definições e características das síndromes e deficiências mais frequentes na escola.

Deficiência física

• Definição: uma variedade de condições que afeta a mobilidade e a coordenação motora geral de membros ou da fala. Pode ser causada por lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, más-formações congênitas ou por condições adquiridas. Exemplos: amiotrofia espinhal (doença que causa fraqueza muscular), hidrocefalia (excesso do líquido que serve de proteção ao sistema nervoso central) e paralisia cerebral (desordem no sistema nervoso central), que exige dos professores cuidados específicos em sala de aula (leia mais a seguir).
• Características: são comuns as dificuldades no grafismo em função do comprometimento motor. Às vezes, o aprendizado é mais lento, mas, exceto nos casos de alteração na motricidade oral, a linguagem é adquirida sem problemas. Muitos precisam de cadeira de rodas ou muletas para se locomover. Outros apenas de apoios especiais e material escolar adaptado, como apontadores, suportes para lápis etc.
• Recomendações: a escola precisa ter elevadores ou rampas. Fique atento a cuidados do dia a dia, como a hora de ir ao banheiro. “Algum funcionário que tenha força deve acompanhar a criança”, explica Marília Costa Dias, professora do Instituto Superior de
Educação Vera Cruz, na capital paulista. Nos casos de hidrocefalia, é preciso observar sintomas como vômitos e dores de cabeça, que podem indicar problemas com a válvula implantada na cabeça.

PARALISIA CEREBRAL
• Definição: lesão no sistema nervoso central causada, na maioria das vezes, por uma falta de oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, ao nascer ou até dois anos após o parto. “Em 75% dos casos, a paralisia vem acompanhada de um dano intelectual”, acrescenta Alice Rosa Ramos, superintendente técnica da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), em São Paulo.
• Características: a principal é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão. Inclui dificuldades para caminhar, na coordenação motora, na força e no equilíbrio. Pode afetar a fala.
• Recomendações: para contornar as restrições de coordenação motora, use canetas e lápis mais grossos – uma espuma em volta deles presa com um elástico costuma resolver. Utilize folhas avulsas, mais fáceis de manusear que os cadernos. Escreva com letras grandes e peça que o aluno se sente na frente. É importante que a carteira seja inclinada. Se ele não consegue falar e não utiliza uma prancha própria de comunicação alternativa, providencie uma para ele com desenhos ou fotos por meio dos quais se estabelece a comunicação. Ela pode ser feita com papel cartão ou cartolina, em que são colados figuras pequenas, do mesmo material, e fotos que representem pessoas e coisas significativas, como os pais, os colegas da classe, o time de futebol, o abecedário e palavras-chave, como “sim”, “não”, “fome”, “sede”, “entrar”, “sair” etc. Para informar o que quer ou sente, o aluno aponta para as figuras e se comunica. Ele precisa de um cuidador para ir ao banheiro e, em alguns casos, para tomar lanche.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/aprender-superar-511027.shtml

Uma escola sem barreiras: espaços adaptados para alunos com deficiência



Com criatividade o envolvimento da equipe, medidas simples podem facilitar o acesso e a inclusão de todos.


Quando a Educação começou a se massificar no Brasil, na primeira metade do século 20, crianças com deficiência ainda eram tratadas como caso de saúde. Estavam fora das escolas, que foram construídas sem que se levassem em consideração as necessidades especiais que elas pudessem ter. A transformação do espaço físico, portanto, é um dos desafios a superar neste momento, em que todos os que têm deficiência devem estar matriculados na rede de ensino regular.

Adequar apenas a escola, porém, não basta. As mudanças necessárias são maiores do que a instalação de rampas, elevadores e banheiros adaptados. Elas precisam chegar à sala de aula, onde muitas vezes atitudes são mais bem-vindas do que grandes reformas. Na EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, em São Gonçalo do Pará, a 118 quilômetros de Belo Horizonte, a professora Amanda Rafaela Silva procurou a direção e a coordenação pedagógica quando soube que receberia João Vitor Silva, 7 anos, com deficiência múltipla, em sua turma de Educação Infantil.

"Transferimos a turma para uma sala maior porque o João Vitor se locomove em cadeira de rodas, e passei a organizar a classe em grupos, dois de cinco e dois de seis, para abrir mais espaço para a circulação dele", explica Amanda. "Além disso, em grupos também podemos desenvolver diversas atividades." A psicopedagoga Daniela Alonso, consultora da área de inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, aprova a iniciativa da professora. "A reorganização do espaço físico é a função inicial da escola e pequenas mudanças podem garantir a acessibilidade da criança às aulas."



João Vitor é o único com necessidades educacionais especiais nessa escola, que não se limitou a rever o espaço. Uma das providências tomadas foi colocar uma monitora para acompanhar o garoto. "Isso facilita muito o trabalho da professora Amanda, que pode se dedicar igualmente aos demais membros da turma", afirma Sonia Aparecida do Amaral Silva, mãe de João Vitor. "Ele foi muito bem recebido pela escola, que adapta tudo às suas necessidades."

Muitos dos conteúdos são relacionados à linguagem oral e escrita e, nessa fase, aprender a redigir o próprio nome e reconhecer o dos colegas é fundamental. Para isso, a turma trabalha a escrita com letras móveis e incentiva a leitura de crachás. Eu coloco os pequenos sentados no chão, em círculo, em volta dos crachás. "Cada um vai até o meio da roda e pega o seu", descreve Amanda. "Assim eles aprendem a reconhecer o próprio nome e o dos colegas." João Vitor também vai para a roda, apoiado pela professora monitora, Maria Helenita de Faria.

Quando os colegas estão trabalhando com as letras móveis, a alternativa encontrada para João Vitor, que tem baixa visão, é o uso de letras feitas de borracha em tamanho ampliado. Maria Helenita ajuda o garoto a reconhecer, pelo tato, o formato da primeira letra de seu nome. "Como ele não desenvolveu a linguagem oral, o fato de manusear a letra e mostrá-la é uma maneira de participar do conteúdo proposto pela professora", analisa Daniela. "Utilizar a percepção tátil com a ajuda da monitora é uma forma de reconhecer as competências do menino e pode ser um estímulo para novas aquisições." Daniela também elogia a designação da professora monitora. "O quadro docente foi reorganizado para atender a uma necessidade específica. É importante que as duas participem de reuniões periódicas, integrando o trabalho com especialistas da Educação Especial", aconselha.

"A professora Amanda é muito dedicada e aceitou meu filho como um desafio no trabalho dela. Sei que o João Vitor tem dificuldades, mas só o fato de ele participar dessa rotina já é ótimo. Acho que ele queria frequentar a escola havia muito tempo e eu não tinha percebido", diz a mãe, Sonia.

Arremessos pelo som

Em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, a EMEF Antônio Fenólio trabalha com 25 incluídos em salas regulares. A unidade, que desde 2002 mantém uma sala de recursos, também conta com o apoio de uma equipe preparada para dar suporte pedagógico aos professores e orientações aos jovens no contraturno. Ali, algumas flexibilizações de espaço foram feitas pelo professor Anderson Martins para permitir a participação de quem tem deficiência visual nas aulas de Educação Física.


Foto: Marcelo Min
BASQUETE SONORO A adaptação da quadra pelo professor Martins permitiu a participação de Tainara. Foto: Marcelo Min

Martins leciona há mais de cinco anos para turmas das quais fazem parte alunos com necessidades educacionais especiais. Entre eles estão alguns adolescentes cegos. Para que todos pudessem participar de uma disputa de arremessos de basquete, ele fez adaptações na quadra de esportes da escola. "Pesquisei maneiras de adaptar o espaço", explica Martins. "O primeiro objetivo era permitir que os jovens pudessem identificar a área do arremesso."

Para isso, ele providenciou um tapete que foi colocado na área do garrafão. Assim, os que apresentam deficiência visual sabem, com a identificação de um piso com textura diferenciada, o local de onde arremessar a bola. No início, os que não se sentiam seguros eram acompanhados por um colega até o local. O passo seguinte foi facilitar a localização da cesta. "A única maneira era acrescentar um sinal sonoro à tabela", explica Martins. "Com um bastão, eu bato no aro e o som ajuda na orientação. Na hora do arremesso, os colegas ajudam avisando quando é necessário colocar mais força ou mirar melhor. Após algumas tentativas, eles conseguem acertar a jogada", diz.

Para Daniela Alonso, Martins acertou ao flexibilizar o espaço e os recursos. "Essa proposta mostra como é possível garantir a participação, o respeito à diversidade e a consideração das necessidades individuais", analisa. De acordo com a consultora, o professor deve planejar, mas também contemplar ajustes sugeridos pelos alunos. Assim, o próprio estudante com deficiência pode indicar suas necessidades. "É importante salientar que as práticas f lexibilizadas podem ser momentos de aprendizagem para todos. Aqueles que participam das estratégias diferenciadas também têm a oportunidade de reforçar ou desenvolver novas habilidades", destaca Daniela.

Apesar da dificuldade de encestar a bola, a aluna Tainara Monteiro Maria, 13 anos, conta que se diverte durante a atividade. Aluna da 6ª série, ela tem baixa visão (enxerga sombras). "A maioria dos meus arremessos bate no aro e não entra, mas eu acertei uma vez", conta, comemorando. "É difícil acertar. Muitos dos meus colegas que enxergam também não conseguem." Renato Barbosa de Almeida, 14 anos, que cursa a 7ª série e também tem deficiência visual, aprova o jogo. "Eu gosto de Educação Física, principalmente quando tem futebol e basquete. Com o tapete e o bastão na aula de arremesso, eu também participo."

Além das propostas diversificadas, também podem fazer parte das aulas de Educação Física, nos conteúdos correspondentes, o estudo e o conhecimento de práticas específicas para deficientes. "Um bom exemplo é o reconhecimento das modalidades paraolímpicas, que crescem no Brasil", sugere Daniela.

Momento da roda

Em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, o Centro Educacional Sesc Ananindeua trabalha com inclusão desde 1995 e, atualmente, conta com dez crianças com deficiência em salas regulares. Na Educação Infantil, está Glenda de Moraes de Magalhães, 5 anos, que não anda e tem comprometimento motor.

Para que ela pudesse participar das várias atividades, a professora Andreza Roseane da Silva Gomes fez algumas adaptações no espaço. No momento da roda, por exemplo, quando a meninada se senta no chão, ela forma o círculo próximo da parede. Assim, com o uso de almofadas e travesseiros, Glenda pode ficar encostada e junto aos colegas. Nesse momento, a professora trabalha com fichas em que o nome dos pequenos é escrito. "Cada um pega a sua e coloca no quadro de chamada. Para que Glenda possa fazer isso como os demais, coloquei o quadro mais próximo ao chão. Ela se arrasta e dá conta da tarefa", conta Andreza. O objetivo da atividade é criar uma relação de identidade com os nomes. Em roda, a garotada conversa, ouve histórias, canta e trabalha sequências numéricas.

Outra adequação foi feita nas atividades diversificadas (ou cantos). Em geral, os pequenos trocam de mesa para realizar todas as propostas. Com a flexibilização adotada por Andreza, eles permanecem nos grupos e os diversos materiais percorrem as mesas. "Assim a Glenda não precisa se locomover e pode participar também." Nas atividades diversificadas, são trabalhados ao mesmo tempo jogos educativos, como quebra-cabeça, dominó e jogo da memória, leitura de histórias, desenho etc.

Segundo Liliane Garcez, coordenadora da área de Educação e do Serviço de Apoio à Inclusão Escolar da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em São Paulo, as atividades flexibilizadas evidenciam o ganho que a inclusão proporciona. "Os exemplos revelam quanto todos podem se beneficiar com a inclusão escolar se tiverem uma postura aberta e ética, já que ela pressupõe o respeito e a valorização das diferenças", analisa Liliane.

Quer saber mais?

CONTATOS
Centro Educacional Sesc Ananindeua, Estr. do 40 horas, 110, 67120-370, Ananindeua, PA, tel. (91) 3237-3566
EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, Pça. JK, 48, 35516-000, São Gonçalo do Pará, MG, tel. (37) 3234-1268
EMEF Antônio Fenólio, R. Jurandir Cabello, 171, 06774-070, Taboão da Serra, SP, tel. (11) 4138-2398

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/escola-barreiras-495635.shtml

segunda-feira, 15 de março de 2010

Edusp lança livro sobre Libras baseado em pesquisas do Instituo de Psicologia da USP

Um paradigma de linguística

Os primeiros dicionários de língua de sinais representavam os sinais como se fossem gestos, mímica e pantomima. Para os linguistas, como a relação significante-significado era clara demais, os sinais se prendiam ao concreto, impedindo abstração. Portanto, por exemplo, para o linguista suíço Ferdinand de Saussure e o filósofo alemão Immanuel Kant os sinais não constituiriam língua propriamente dita, mas apenas um sistema gestual de comunicação que prenderia seus usuários ao concreto.

O pai da Psicologia Experimental, Wilhelm Wundt, já concebia a comunicação dos surdos como sendo linguística, e os surdos como um povo com cultura e língua próprias. O primeiro linguista a propor que as línguas de sinais são, de fato, língua, foi William Stokoe, da Universidade Gallaudet, em 1960. Em 1965, ele publicou An American Sign Language Dictionary based on Linguistic Principles, dicionário que foi instrumental para o reconhecimento das línguas de sinais como línguas inteiras, propriamente ditas. Contudo, esse dicionário, assim como os demais que se seguiram, ignorava o teor gestual dos antigos dicionários (o qual apelava para o hemisfério direito), e se atinha apenas ao teor quirêmico (de formas de mão).

O novo dicionário publicado pela Edusp propõe uma revolução ao conciliar as duas abordagens: a pictorial, gestual, mímica, pantomímica dos primeiros dicionários dos surdos, e a linguístico-quirêmica dos dicionários dos linguistas. Também descreve a forma dos sinais, tanto em termos de sua anatomia (sua estrutura quirêmica em termos de formas de mão, orientações de palma, movimento) quanto em termos de sua filogenia (sua origem, em termos de como o significado inspira e motiva a forma).

De olho na inclusão dos quase 6 milhões de brasileiros surdos ou com deficiência auditiva, a Editora da USP (Edusp) lançou recentemente o Novo Deit-Libras: Dicionário Enciclopédico ilustrado trilíngue da Língua de Sinais Brasileira (Libras) baseado em linguística e neurociências cognitivas. O livro foi organizado pelo professor Fernando César Capovilla, do Instituto de Psicologia (IP) da USP , em parceria com as pesquisadoras Walkiria Duarte Raphael e Aline Maurício.

O novo dicionário apresenta o dobro de sinais em relação à versão anterior, lançada em 2001 também pelo grupo encabeçado por Capovilla: são 14 mil verbetes em português que correspondem aos 9.828 sinais de Libras e 56 mil verbetes em inglês, correspondentes aos verbetes em português. A obra também apresenta a classificação gramatical dos verbetes, descrição escrita da forma e do significado dos sinais, exemplos de uso e ilustrações gráficas dos verbetes. Os leitores ainda podem contar com a ajuda de um índice semântico que agrupa os verbetes em temas.

"É um marco histórico de valor inestimável para a educação brasileira, a cultura brasileira, a cidadania brasileira. Agora, uma população de cerca de 6 milhões de surdos e deficientes auditivos deixará definitivamente de ficar à margem da educação e cultura, mas poderá enriquecer a educação e a cultura brasileiras como um todo com seu idioma próprio e sua cultura própria", comemora o professor Fernando César Capovilla.

A publicação é fruto de um trabalho de mais de 20 anos com mais de 200 colaboradores, entre informantes surdos de todo o país, intérpretes ouvintes, mestrandos e doutorandos, ilustradores de sinais e de significado, e revisores.

"Tudo começou em 1989, quando começamos a trabalhar com pessoas com severos distúrbios de comunicação e linguagem expressiva, tanto de origem motora (paralisia cerebral) quanto linguística (afasia). Desenvolvemos dezenas de sistemas computadorizados de comunicação alternativa, falantes e com tela sensível ao toque e/ou acionáveis por movimentação do corpo ou piscar", conta Capovilla. Esses sistemas foram usados na reabilitação clínica de afasias e na comunicação para inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral e, posteriormente, para alfabetização dessas crianças. "Pudemos substituir comunicação alternativa por meio da escolha de pictogramas falantes pela comunicação por escrita alfabética assistida por computador e falante com voz digitalizada e, depois, sintetizada."

No início dos anos 1990, o grupo liderado por Capovilla foi procurado pela família de um surdo que se comunicava por língua de sinais, mas que, devido a uma lesão cervical, tinha se tornado tetraplégico. "Pensamos que seria simples: bastava digitalizar os sinais da Libras e as palavras faladas correspondentes e, então, um surdo tetraplégico poderia, pelo piscar, acionar um computador e selecionar sinais animados e falantes em sequência de modo a compor mensagens. Essas mensagens poderiam ser faladas, para comunicação face a face entre surdo e ouvinte (ainda que este fosse cego), ou remota por rede, cifrando sinais da Libras para a American Sign Language (Língua de Sinais Americana), de modo que um surdo brasileiro pudesse se comunicar pelo piscar com um surdo americano."

Nessa expectativa, Capovilla viajou ao Canadá, de onde trouxe o melhor dicionário disponível de American Sign Language. De volta ao Brasil, partiu em busca de um exemplar nacional. "Fiz a via crucis por todas as bibliotecas das principais universidades brasileiras à procura de um dicionário de Libras. Não existia nenhum", conta. Segundo ele, a única exceção eram alguns manuais feitos por religiosos, como o padre norte-americano Eugênio Oates, e um pequeno dicionário pictorial do século XIX elaborado pelo surdo Flausino da Gama.

Um dicionário brasileiro
A ideia de elaborar um pequeno dicionário foi desestimulada por colegas que diziam que 'era coisa de linguista e que os linguistas já estavam trabalhando num dicionário desde início dos anos 1980'. Cansado de esperar, o grupo liderado por Capovilla começou, então, a fazer um pequeno manual, que foi publicado em 1998.

Em 2001, lançaram o Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue (Deit) da Língua de Sinais Brasileira (Libras), primeiro dicionário de Libras feito a partir dos informantes surdos da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (Feneis), revisado e chancelado pela entidade. Publicado pela Edusp, com apresentação do neurologista Oliver Sacks, ganhou prêmios no Brasil (pela Câmara Brasileira do Livro) e no exterior (Gallaudet University). "Esse primeiro dicionário teve uma importância histórica, e serviu para ajudar a consolidar a Libras como entidade linguística formalmente documentada, o que ajudou a consolidar os direitos civis dos surdos e a viabilizar leis e decretos federais a respeito da Libras e de seu ensino", explica o Professor.

A legislação brasileira determina que a Libras deve ser ministrada como disciplina obrigatória em todos os cursos de licenciatura, bem como nos cursos de fonoaudiologia, pedagogia, educação especial, normal e normal superior, além de em todos os demais cursos como disciplina optativa. E pensando na necessidade de dispor de material para o ensino da Libras, em 2004 e 2005 foi publicada a Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira, em 5 volumes, que permite verter o currículo escolar para a Libras.

Em 2006, impressionados com o enorme crescimento do léxico da Libras desde a publicação do Deit-Libras em 2001, o grupo começou a trabalhar no dicionário que acaba de ser publicado pela Edusp.

O grupo agora prepara a Nova Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira, e Capovilla prepara um Tratado de Educação de Surdos e um Compêndio de Avaliação do Surdo, que devem ser publicados também pela Edusp. Em tempos de mídias digitais, as novidades não param por aí. "A nova Enciclopédia ou o Tratado deverá ser acompanhado de uma Enciclopédia Eletrônica da Libras", conta o Professor.

Serviço
NOVO DEIT-LIBRAS: Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira (Libras) baseado em Linguística e Neurociências Cognitivas, 2 vols.

Autores: Fernando César Capovilla; Walkiria Duarte Raphael; Aline Cristina L. Mauricio

Por R$ 220,00. À venda pela Edusp.

Mais informações: (11) 3091-4156

domingo, 14 de março de 2010

O ALUNO COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA REGULAR

Escola regular não está preparada para receber aluno com deficiência
Por Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 19/julho/2007


Por Vanessa Portes / vanessaportes@usp.br

Atualmente, no Brasil, jovens com algum tipo de deficiência física ou mental podem tanto estudar em escolas especiais como em escolas do sistema regular de ensino. No entanto, de acordo com uma pesquisa realizada pela professora de educação física Marcia Greguol Gorgatti, as escolas do sistema regular não estão preparadas para receber esses jovens.
“A inclusão do aluno com deficiência não está ocorrendo nas aulas de educação física do sistema escolar brasileiro. Apesar de funcionar, não é um processo fácil; requer uma estrutura adequada e informação dos professores”, analisa Marcia. De acordo com ela, o que comumente ocorre é a colocação do adolescente na aula sem nenhum tipo de respaldo, como, por exemplo, fazendo-o desenvolver uma atividade separada do resto da turma ou pedindo para o auxiliar da aula cuidar dele.
Para sua tese de doutorado, Marcia analisou aspectos da aptidão física de 24 adolescentes cegos com idade entre 14 e 16 anos do sexo masculino, sendo 12 de escolas regulares e 12 de uma escola especial, e a percepção deles, via questionário, sobre as aulas de educação física. Também analisou por intermédio de outro questionário as atitudes de 90 professores de educação física da rede pública e da rede privada de ensino com relação à inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares.
“Foram feitas 3 medições em 16 meses do crescimento físico, da adiposidade e da aptidão física dos adolescentes, verificando entre outras coisas a velocidade, a flexibilidade e resistência abdominal deles”, conta a pesquisadora. O estudo é da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP.
Inclusão com dificuldades
Nos testes de aptidão física, os alunos da escola especial apresentaram resultados superiores e uma melhor evolução em praticamente todas as variáveis pesquisadas. Além disso, em relação à aceitação e à competência percebidas, novamente os alunos da escola especial demonstraram resultados mais positivos do que seus colegas de escolas inclusivas, afirmando serem mais participativos nas aulas e sentindo-se mais bem aceitos pelos colegas e pelo professor.
“Observou-se que os adolescentes da escola especial apresentaram um conceito de educação física mais relacionado à saúde, à convivência com os amigos e ao ganho de independência; aqueles de escolas inclusivas destacaram o conceito de educação física vinculado ao esporte e, em alguns casos, não conseguiram perceber sua importância enquanto disciplina escolar”, diz Marcia.
Quanto à atitude dos professores, verificou-se que as maiores preocupações foram sobre sua falta de preparo e a escassez de estrutura da escola para receber, de forma adequada, alunos com deficiências. “Cerca de 48% dos professores não gostam de receber alunos com deficiência”, aponta a professora.
Os professores avaliados que tinham até dois anos de experiência apresentavam mais otimismo em relação ao benefício que a educação física proporcionava aos alunos com deficiência e demonstravam mais interesse e empenho em fazer especializações na área.
“Não houve diferença na atitude de professores da rede pública e da rede privada”, observa a pesquisadora. Segundo ela, ambos concordavam que a inclusão dos alunos com deficiência é importante para todos os alunos, com deficiência ou não, mas se sentem despreparados para lidarem com esse tipo de aluno.

Formação deficitária

Marcia relata que o despreparo dos professores também decorre da formação que recebem dos cursos universitários. “Apesar de existir uma disciplina que trata do assunto, ela é lecionada no fim do curso, normalmente no quarto ano, quando já se aprendeu sobre todos os esportes e nenhum professor falou sobre isso”.
A professora afirma que, apesar de sua dificuldade, a inclusão no ensino da educação física não deve ser deixada de lado já que muitas vezes é a única oportunidade que o jovem com deficiência tem para praticar uma atividade física. “O adolescente com deficiência não reúne os amigos para jogar bola, não brinca na rua; por isso, a educação física é tão importante para ele”, diz ela.

Mais informações: (0XX43) 9902-1236 com Marcia Greguol Gorgatti; e-mail mgreguol.@ig.com.br.

sexta-feira, 12 de março de 2010

CURSOS - SOCIEDADE PESTALOZZI

Ressaltamos que a inscrição será efetivada após recebimento de comprovante de depósito.

1) CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA
“Intervenções e possibilidades na área clínica e educacional”

Objetivo: fornecer informações sobre os quadros clínicos que favoreçam a
ampliação de conhecimentos e de possibilidades de intervenção no âmbito
clínico e/ou educacional de pessoas com quadros de natureza psiquiátrica.

Público: Profissionais da área da Saúde e da Educação

Datas: 22/05 a 26/06/2010 (sábados)

Carga Horária: 20 horas

Horário: 08h00 às 12h00

Formato: 05 encontros

Conteúdo Programático: Introdução à Psiquiatria da Infância e da
Adolescência; Transtorno Global do Desenvolvimento: Autismo/ Síndrome de
Asperger; Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade/Transtorno
Opositor Desafiante/Transtorno de Conduta; Transtorno Afetivo-bipolar;
Transtorno de Ansiedade: Transtorno Obsessivo-compulsivo; Síndrome do
Pânico; Fobias.


Docentes: Profissionais da Pestalozzi de São Paulo

Vagas limitadas (mínimo de 30 pessoas)
Obs.: Haverá envio de certificado de participação no evento

Investimento:

Profissionais = 3x de R$ 125,00, sendo depósitos para 15/03; 15/04 e 14/05

Alunos de graduação*, pós-graduação* e professores** = 3x de R$ 116, 00,
sendo depósitos para 15/03; 15/04 e 14/05

Grupos de 05 pessoas = 3x de R$ 116,00, sendo depósitos para 15/03; 15/04 e
14/05

* alunos regularmente matriculados em 2010 com comprovante

** professores da rede pública e privada



Dados bancários
Banco do Brasil - 001, Agência 0584-3, c/c 9900-7, Sociedade Pestalozzi de
São Paulo.
Enviar comprovante do depósito e de escolaridade/função até o dia
17/05/2010, com nome e telefone para o Fax: (11) 2905.3045/ 2905.3048 – A/C
Depto. de Cursos

Local de Realização e Informações:
Sociedade Pestalozzi de São Paulo
Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801 – Vila Guilherme - São Paulo
Fone: (11) 2905 3045 / 2905 3047 / 2905 3048 - Ramal 240
E-mail: cursos@pestalozzisp.org.br

2) 1º ENCONTRO DE FORMAÇÃO – ATENDIMENTO À DIVERSIDADE “Oficina do saber”

Objetivo: discutir aspectos relacionados ao processo de aprendizagem e
associá-los com estratégias e materiais de apoio à prática pedagógica que
favoreçam o desenvolvimento das habilidades dos alunos nas áreas diversas
áreas do conhecimento.

Público: Profissionais da área da Saúde e da Educação

Datas: 24/06/2010

Carga Horária: 02 horas

Horário: 18h00 às 20h00

Formato: 01 encontro

Conteúdo Programático: processo de aprendizagem, prática pedagógica,
estratégias e materiais de apoio.

Docentes: Profissionais da Pestalozzi de São Paulo

Vagas limitadas (mínimo de 30 pessoas)
Obs.: Haverá envio de certificado de participação no evento

Investimento:

Profissionais = R$ 40,00

Alunos de graduação*, pós-graduação* e professores** = R$ 35,00

Grupos de 05 pessoas = R$ 35,00

* alunos regularmente matriculados em 2010 com comprovante

** professores da rede pública e privada



Dados bancários
Banco do Brasil - 001, Agência 0584-3, c/c 9900-7, Sociedade Pestalozzi de
São Paulo.
Enviar comprovante do depósito e de escolaridade/função até o dia
21/06/2010, com nome e telefone para o Fax: (11) 2905.3045/ 2905.3048 – A/C
Depto. de Cursos

Local de Realização e Informações:
Sociedade Pestalozzi de São Paulo
Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801 – Vila Guilherme - São Paulo
Fone: (11) 2905 3045 / 2905 3047 / 2905 3048 - Ramal 240
E-mail: cursos@pestalozzisp.org.br

3)VIII ANO DE PALESTRAS NA ÁREA DA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL “Atendimento à
diversidade – paradigma de suportes: do clínico ao educacional”

Objetivo: proporcionar informações e discussões sobre os aspectos voltados
ao diagnóstico e ao atendimento educacional especializado na área da
deficiência intelectual.

Público: Profissionais da área da Saúde e da Educação

Carga Horária: 16 horas

Horário: 08h00 às 17h00

Datas: 20 e 21/08/2010 (sexta e sábado)


Evento: gratuito

Conteúdo Programático Avaliação (diagnóstica: instrumentalização e
protocolos; pedagógica: processual e sondagem) e Atendimento Educacional
Especializado (aspectos legais, operacionais e de diretrizes do atendimento
educacional especializado)

Docentes: Profissionais da Pestalozzi de São Paulo

Vagas limitadas
Obs.: Haverá envio de certificado de participação no evento

Local de Realização e Informações:
Sociedade Pestalozzi de São Paulo
Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801 – Vila Guilherme - São Paulo
Fone: (11) 2905 3045 / 2905 3047 / 2905 3048 - Ramal 240
E-mail: cursos@pestalozzisp.org.br


4) CURSO DE ATUALIZAÇÃO NA ÁREA DA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL “Do clínico ao
laboral”

Objetivo: oferecer informações sobre os aspectos do desenvolvimento,
escolarização, profissionalização e mercado de trabalho da pessoa com
deficiência intelectual.

Público: Profissionais da área da Saúde e da Educação

Datas: 11/09 a 16/10/2010 (sábado)

Carga Horária: 40 horas

Horário: 08h00 às 17h00

Formato: 05 encontros

Conteúdo Programático: Desenvolvimento Infantil e Intercorrências –
apresentação de casos; Avaliação Diagnóstica e Suportes – Equipe
Interdisciplinar; Atendimento Educacional do aluno com deficiência
intelectual - prática pedagógica e avaliação processual; Rede Social e de
Apoio; Empregabilidade

Docentes: Profissionais da Pestalozzi de São Paulo

Vagas limitadas (mínimo de 30 pessoas)
Obs.: Haverá envio de certificado de participação no evento

Investimento:

Profissionais = 3x de R$ 110,00, sendo depósitos para 20/07; 20/08 e 20/09

Alunos de graduação*, pós-graduação* e professores** = 3x de R$ 100, 00,
sendo depósitos para 20/07; 20/08 e 20/09

Grupos de 05 pessoas = 3x de R$ 100,00, sendo depósitos para 20/07; 20/08 e
20/09

* alunos regularmente matriculados em 2010 com comprovante

** professores da rede pública e privada


Dados bancários
Banco do Brasil - 001, Agência 0584-3, c/c 9900-7, Sociedade Pestalozzi de
São Paulo.
Enviar comprovante do depósito e de escolaridade/função até o dia
25/10/2010, com nome e telefone para o Fax: (11) 2905.3045/ 2905.3048 – A/C
Depto. de Cursos

Local de Realização e Informações:
Sociedade Pestalozzi de São Paulo
Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801 – Vila Guilherme - São Paulo
Fone: (11) 2905 3045 / 2905 3047 / 2905 3048 - Ramal 240
E-mail: cursos@pestalozzisp.org.br

5) 2º ENCONTRO DE FORMAÇÃO – ATENDIMENTO À DIVERSIDADE “Adequações
curriculares/avaliação processual”

Objetivo: discutir aspectos relacionados ao atendimento às especificidades
dos alunos com deficiência intelectual no que se refere às adequações
curriculares favorecedoras ao processo de aprendizagem.

Público: Profissionais da área da Saúde e da Educação

Datas: 25/11/2010

Carga Horária: 02 horas

Horário: 18h00 às 20h00

Formato: 01 encontro

Conteúdo Programático: processo de aprendizagem, prática pedagógica,
estratégias e materiais de apoio.

Docentes: Profissionais da Pestalozzi de São Paulo

Vagas limitadas (mínimo de 30 pessoas)
Obs.: Haverá envio de certificado de participação no evento

Investimento:

Profissionais = R$ 40,00

Alunos de graduação*, pós-graduação* e professores** = R$ 35,00

Grupos de 05 pessoas = R$ 35,00

* alunos regularmente matriculados em 2010 com comprovante

** professores da rede pública e privada


Dados bancários
Banco do Brasil - 001, Agência 0584-3, c/c 9900-7, Sociedade Pestalozzi de
São Paulo.
Enviar comprovante do depósito e de escolaridade/função até o dia
17/11/2010, com nome e telefone para o Fax: (11) 2905.3045/ 2905.3048 – A/C
Depto. de Cursos

Local de Realização e Informações:
Sociedade Pestalozzi de São Paulo
Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801 – Vila Guilherme - São Paulo
Fone: (11) 2905 3045 / 2905 3047 / 2905 3048 - Ramal 240
E-mail: cursos@pestalozzisp.org.br

segunda-feira, 8 de março de 2010

Associação para crianças e adolescentes com câncer

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domingo, 7 de março de 2010

Educação inclusiva

Discussão sobre educação - e alfabetização - de crianças portadoras de necessidades educacionais especiais.


A legislação brasileira estabelece que o atendimento a essas crianças deve ser feito, preferencialmente, na rede regular de ensino e não em escolas ou instituições especializadas. Embora isto não implique o fim dessas instituições, considera-se que a matrícula nas escolas regulares é um importante instrumento para a socialização das
crianças, para a ampliação de suas experiências e, em suma, para sua efetiva inserção na sociedade. Para auxiliar as escolas no trabalho com essas crianças, as instituições especializadas, espera-se, atuariam como centros de apoio e consultoria.
Com certeza, é indiscutível a pertinência e a justiça do espírito da legislação. Mas
não sem freqüência que professores e pais manifestam sua preocupação – e sua
insatisfação – com o modo pelo qual o atendimento às crianças portadoras de necessidades especiais vem sendo implementado. Preocupa, sobretudo, em muitas redes de ensino, o despreparo das escolas e dos professores para, de fato, contribuir para a inclusão dessas crianças, para seu aprendizado, para sua alfabetização.
É para contribuir para esse processo que o Letra A buscou, numa matéria baseada em extensa pesquisa realizada por Daniela Mercier, reunir informações e elementos mais gerais para introduzir seus leitores no campo das discussões e das ações voltadas para a inclusão e a alfabetização das crianças com necessidades especiais. A reportagem discute a definição de portadores de necessidades especiais, a legislação e as principais concepções que orientam a busca de assegurar a esses indivíduos o acesso a um direito que estabelecemos para todos: o acesso à escolarização e à língua escrita.
A fonética e a fonologia são dois domínios da lingüística que, embora desempenhem
um papel de grande relevância no ensino da língua escrita, tendem a ser desconsideradas nos cursos de formação de professores, sejam eles iniciais ou em
serviço. A fonética estuda, segundo a definição das interessantes obras introdutórias
escritas por Taïs Cristófaro Silva (Fonética e Fonologia do Português e Exercícios de Fonética e Fonologia, ambas publicadas pela editora Contexto), "os métodos para a descrição, classificação e transcrição dos sons da fala", quer dizer, dos sons que os seres humanos produzem ao falar. A Fonologia, por sua vez, estuda o modo pelo qual um determinado conjunto de sons e suas combinações "funcionam" no interior de uma determinada língua. Como o nosso sistema de escrita representa os sons da língua, uma importante dimensão de uma didática da alfabetização consiste na análise desses sons e do modo pelo qual são representados pelas letras ou grafemas.

ANTÔNIO AUGUSTO BATISTA - diretor do Ceale
http://www.ceale.fae.ufmg.br/nomade/midia/docs/63/phpUHYLYH.pdf

Sítios interesse sobre inclusão.

www.defnet.org.br
DEfNET banco de dados sobre dEficiência; informações sobre acessibilidade, legislação, notícias, resenhas de publicações; indica cursos e eventos.
www.cvi.org.br
Site de organização não governamental criada nos EUA nos anos setenta; promove ações de acessibilidade e mobilização a favor da garantia dos direitos das pessoas com dEficiência

www.laramara.org.br
Site institucional que informa sobre os serviços que a instituição promove em São Paulo, e divulga trabalhos no campo da educação especial, inclusão e prevenção de dEficiências

www.ibcnet.org.br
Site institucional do centro nacional de referência na área da dEficiência visual: informações sobre história e o trabalho da instituição, sobre recursos educacionais e tecnologia especializada, legislação, divulgação de cursos e literatura de interesse.

www.ines.org.br
Site institucional do centro nacional de referência da área da surdez: informações sobre história e o trabalho da instituição, sobre LIBRAS, sobre legislação e direitos dos surdos, divulgação de cursos e literatura de interesse.

www.feneis.com.br
Site institucional que apresenta informações sobre LIBRAS, legislação de direitos dos surdos, escolas apra surdos no país; divulgação de cursos e literatura de interesse.

www.redesaci.org.br
Rede SACI - Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação; divulgação de informações: contém o Kit SACI para realizar download de programas DOSVOX e teclado Amigo; contém banco de dados sobre dEficiência; apresenta informações sober acessibilidade, trabalho, educação, legislação, cidadania, traz notícias, indica publicações, cursos e eventos.

www.mec.gov.br
Site oficial do governo federal.

sábado, 6 de março de 2010

Edusp lança novo dicionário de Libras com o dobro de sinais

USP Online
A Editora da USP (Edusp) lançou, com apoio do CNPq, Capes, Seesp-Mec e do Inep o Novo DEIT-Libras: Dicionário Enciclopédico ilustrado trilingue da Língua de Sinais Brasileira (Libras) baseado em linguística e neurociências cognitivas. A obra já se encontra disponível para consulta na biblioteca do Instituto de Psicologia (IP) da USP e para aquisição nas lojas da Edusp.

O seu preço é de R$ 220,00 (além de desconto de 20% na loja, de 30% na loja em março e abril, e de 50% para professores de ensino superior, médio, fundamental ou infantil, tal como comprovado por hollerith e carteira de identidade).

O novo DEIT-Libras traz 9.828 entradas independentes para os sinais aos quais correspondem 14 mil verbetes em Português e 56 mil verbetes em Inglês. Todos os sinais trazem o escopo de validade geográfica (os estados em que são válidos, cobrindo todas as regiões do Brasil), e são apresentados com: soletração digital dos verbetes em Português e Inglês, ilustração e descrição da forma do sinal, ilustração e descrição do significado do sinal, escrita no sistema visual direto SignWriting (de Sutton), descrição da morfologia (morfemas metafóricos molares e moleculares que compõem o sinal) e da iconicidade.

Os interessados em visitar o IP e conhecer a obra, deverão ir à Av. Prof. Mello Moraes, 1721, Cidade Universitária, São Paulo. Para comprar o livro, visite o site da Edusp e conheça as livrarias da editora.

Com informações da Edusp

Mais informações: http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=31411786

Oficina 04. "Educação Inclusiva - Construindo estratégias para ensinar e aprender"

OFICINAS PEDAGÓGICAS

Oficina 01.
Esta oficina foi adiada. em breve encaminharemos novas informações

Oficina 02. Ensino da música - obrigação ou prazer?
Orientadora: Maria do Carmo de Almeida Cintra (Nenê)
Público Alvo: Professores, diretores, coordenadores da rede pública e particular.

Oficina 03. Pedagogia da cultura corporal: uma outra perspectiva na área de Educação Física
Oreintador: Luiz Greco e Lilian Gramorelli
Público Alvo: Professores de Educação Infantil, Fundamental e Médio.

Oficina 04. "Educação Inclusiva - Construindo estratégias para ensinar e aprender"
Orientadora: Maria Eugênia Capraro de Toledo
Público Alvo: Educadores interessados no trabalho com a inclusão.

Oficina 05. "Cuidar e educar na Educação Infantil"
Orientadora: Clélia Cortez
Público Alvo: Professores, Diretores, coordenadores da rede pública e particular de Educação Infantil.

Data 20/03/2010 (Sábado)
Horário: 8h às 14h
Investimento: R$135,00

Desconto: 30% de desconto para professores da Rede Pública (Estadual e Municipal) ONGs e assinantes da revista Avisa lá.
IMPORTANTE: Ao enviar o comprovante de depósito, além de identificá-lo com seu nome completo, é necessário encaminhar cópia de um documento que comprove o vínculo (holerite, comprovante de matrícula ou mensalidade do curso).

Inscrições: Até dia 12 de Março
Contato: Carolina - carolina@projetovida.com.br

Rua Valdemar Martins, 148
Casa Verde
CEP: 02.535-000 São Paulo
Telefones: 11 2236-1425 / 2236-1458

quinta-feira, 4 de março de 2010

Feira REATECH 2010 - IMPERDÍVEL !!!

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA.



Para cada caso, uma solução! Esta frase serve para tudo.

Para cada carro, um pneu. Para cada tipo de viagem, um transporte diferente. Para cada parede, uma pintura diferente, e assim por diante.

No mundo das pessoas com deficiências não é diferente, pois a maioria das soluões é individual.

Imagine ficar procurando pela Cidade, pelo Estado, pelo País ou pelo mundo para conhecer e adotar soluções as mais diversas? Uma loucura! Impossível!

E a REATECH consegue esta façanha. Reunir os fornecedores das soluções que atendem às necessidades das pessoas com deficiências.

A cada edição os visitantes voltam com mais interesse para conhecer esses produtos e trazem os seus amigos, ampliando sempre a quantidade e a qualidade dos visitantes.

Apresentação Musical - Evento Gratuito

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terça-feira, 2 de março de 2010

Ensino da Arte na Educação Inclusiva

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A língua de Eulália, a novela sociolingüística.

Autor: Marcos Bagno, Editora Contexto, 1997

Resenha por Silvana Duarte.

Publicada em 1997, a obra sociolingüistica de Marcos Bagno, A Língua de Eulália, procura mostrar que o uso de uma linguagem 'diferente', nem sempre pode ser considerado um "erro de português". O modo estranho das pessoas falarem pode ser explicado por algumas ciências como a lingüistica, a história, a sociologia e até mesmo a psicologia.

Embora a nossa tradição educacional negue a existência de uma pluralidade dentro do universo da língua portuguesa, e não aceite que a norma padrão é uma das muitas variedades possíveis no uso do português, a "língua portuguesa" está em constante modificação e recebe, notadamente, a influência de palavras pertencentes a outros idiomas, principalmente dos imigrantes que chegam a todo momento no país, entre eles portugueses, americanos, japoneses, alemães e italianos.

A obra faz parte da coleção Caminhos da Língüística e conta a história de três estudantes universitárias dos cursos de Psicologia, Letras e Pedagogia que escolhem a chácara de sua professora Irene, em Atibaia -SP, para passar as férias escolares. No decorrer dos dias, as jovens vão se integrando cada vez mais com a professora em situações pouco acadêmicas, desenvolvendo conhecimentos e observações diferentes dos aprendidos em sala de aula, tendo oportunidade de reciclar, com diferentes padrões, os vários conceitos da língua portuguesa.

Em diálogos e observações sobre o modo de falar de Eulália - a empregada e amiga de muitos anos de Irene -, as jovens aprendem, perplexas, que palavras pronunciadas de forma considerada errada, como "os fósfro", "os home", "as pranta", "os broco", "as tauba", "os corgo", "a arvre", "trabaiá", o "R caipira", "tamém", além da "língua de índio" - Mim fazer -, são; na verdade formas diferentes de pronúncia, e que não podem ser vistas pelos educadores como "erradas" ou "pobres", mas sim diferentes do padrão vigente (pobres são aqueles que as pronunciam, e errada é a situação de injustiça social em que vivem).

Apesar de ser considerado como "erro" por muitas pessoas, no português-padrão, que é tido como o 'correto', existem alguns verbos que têm dois particípios passados, sendo um deles com uma forma mais reduzida, como o verbo aceitar, que pode ser pronunciado como aceitado ou aceito; entregar, que pode ser conjugado como entregado ou entregue; gastar, que pode ser utilizado como gastado ou gasto, além dos verbos pagar onde as formas pagado ou pago são encontradas, e salvar, também visto como salvado ou salvo.

A professora Irene, que também é Doutora em Lingüistica, chama a atenção das estudantes para que reflitam se realmente a língua que se fala no Brasil é o português; uma vez que os brasileiros não compreendem o português do século XII e nem o português falado em Portugal. A conclusão a que chegam é que o nosso "português" não existe, por ser uma língua formada por muitos outros idiomas e dialetos, totalmente mutáveis e variáveis.

Ela explica que o que existe na verdade, são variações do português. Em diferentes regiões do país o português é falado com sotaques e características muito próprias, mas a norma padrão, com uma ortografia oficial, definida pela Academia Brasileira de Letras, é uma só, para ser seguida em todo o país.

Essa imposição marca a diferença entre a língua falada, que nem sempre segue o padrão imposto por lei, e o português-padrão, chamado também de norma 'culta'. Enquanto o português-padrão é aprendido nas escolas, e é aquele usado na linguagem escrita, o português-não-padrão é passado de uma geração para outra, oralmente.

As regras do português-não-padrão são apreendidas quase naturalmente, por imitação. É uma linguagem mais funcional, que trata de eliminar as regras desnecessárias. É uma linguagem inovadora, que se deixa levar pelas forças vivas de mudança.

Por outro lado, o português-padrão é muitas vezes redundante, necessita de muitas regras para dar conta de um único fenômeno. É conservador, demora muito para aceitar qualquer tipo de novidade e por essa razão se mantém inalterado por um tempo muito longo.

No livro, a professora Irene considera ainda que, devido às imposições da norma culta da língua portuguesa, pode-se observar muito mais semelhanças do que desigualdades na comparação entre o português-padrão e o não-padrão. Essas semelhanças podem ser vistas principalmente em traços lingüísticos, como os verificados em um falante escolarizado da região Sul, que pode se comunicar perfeitamente com um analfabeto do Norte do país. Esse mesmo analfabeto terá grandes dificuldades em entender uma linguagem mais padronizada. Mas isso não significa que não tenha capacidade para aprender regras gramaticais, o que depende, em parte, da maneira de ensinar na escola que ele vier a freqüentar.

Entre outras coisas, o livro A Língua de Eulália mostra que na comparação entre o português-padrão e o português-não-padrão o maior preconceito apontado não são exatamente as diferenças lingüisticas que prevalecem, mas sim, as diferenças sociais, mostrando que esses preconceitos são comuns, como por exemplo o étnico: o índio "preguiçoso", o negro "malandro", o japonês "trabalhador", o judeu "mesquinho", o português "burro"; o sexual: a valorização do "macho"; o cultural: o desprezo pelas práticas medicinais "caseiras", além dos socio-econômicos: como a valorização do rico e o desprezo pelo pobre; entre outros.

Desvendando a sociolingüistica de maneira especial, o autor se preocupa em transmitir através desta obra, que por mais estranhas que possam parecer certas pronúncias, por mais incompatíveis que sejam com o português padrão que aprendemos na escola, cada uma dessas palavras têm uma origem perfeitamente explicável dentro da história da língua portuguesa.

A Língua de Eulália conduz o leitor a uma verdadeira "viagem ao País da Lingüistica", e ajuda a entender mais a nossa língua portuguesa.

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A Língua de Eulália
Tudo o que está neste livro surpreende a muita gente que só via na língua portuguesa uma forma de falar, ou seja, a forma português padrão, a forma acadêmica. Vemos que todos os erros de português nele mostrado sempre foram vistos com preconceito, principalmente por algunsgramáticos.
A professora Irene, personagem principal do livro, recebe em sua casa nas férias de julho, sua sobrinha e duas amigas dela da faculdade. As meninas acham engraçado o modo de falar de Eulália, amiga de Irene, que usa termos como: “véio”, “trabáio”, “cuié”, “broco", “grobo”...
Irene começa a mostrar às meninas que cada cultura tem seu jeito próprio de falar, modos herdados de antepassados, ou mesmo dificuldade na língua (órgão) ao pronunciar certas palavras.
Certas palavras consideradas erradas por alguns gramáticos, tem sua origem em outras línguas, como o latim e no caso da região nordeste do Brasil a influência dos franceses e holandeses que tentaram uma colonização em séculos passados.
Os preconceitos citados nesse livro (racial, religioso, sexual e etc...) também são ligados ao uso da fala. O povo brasileiro não dá valor as nossas raízes, nossa cultura, só valorizando o que vem dos países de primeiro mundo.
À medida que se vai avançando na leitura desse livro, vamos nos achando até patéticos por até agora só vermos a forma correta e impecável de falar o Português Padrão, aquele usado pelos acadêmicos. Mas vamos descobrindo que até em países de primeiro mundo como nos Estados Unidos, os negros têm um modo de falar diferente dos brancos, e aí entra o preconceito; são negros e por isso falam errado.
O que fica claro no livro é que não existe um jeito certo ou errado de falar, mas sim heranças lingüísticas vindas de outros países e certas línguas, já consideradas mortas, como o Latim.
No Brasil quem não fala o português acadêmico é considerado sem cultura. Mas felizmente alguns escritores estudiosos de línguas, estão lutando para libertar o povo desses preconceitos lingüísticos, e vamos querer acreditar que o ensino da língua portuguesa, num futuro bem próximo, seja dado de uma forma que respeite o Brasil como um todo, levando-se em consideração o falar de cada estado, cada região, cada aldeia. O que interessa realmente é que o Brasil é um país riquíssimo em cultura e que a diversidade da nossa língua é um fator muito importante, que não deve ser alvo de preconceito.