domingo, 7 de março de 2010

Educação inclusiva

Discussão sobre educação - e alfabetização - de crianças portadoras de necessidades educacionais especiais.


A legislação brasileira estabelece que o atendimento a essas crianças deve ser feito, preferencialmente, na rede regular de ensino e não em escolas ou instituições especializadas. Embora isto não implique o fim dessas instituições, considera-se que a matrícula nas escolas regulares é um importante instrumento para a socialização das
crianças, para a ampliação de suas experiências e, em suma, para sua efetiva inserção na sociedade. Para auxiliar as escolas no trabalho com essas crianças, as instituições especializadas, espera-se, atuariam como centros de apoio e consultoria.
Com certeza, é indiscutível a pertinência e a justiça do espírito da legislação. Mas
não sem freqüência que professores e pais manifestam sua preocupação – e sua
insatisfação – com o modo pelo qual o atendimento às crianças portadoras de necessidades especiais vem sendo implementado. Preocupa, sobretudo, em muitas redes de ensino, o despreparo das escolas e dos professores para, de fato, contribuir para a inclusão dessas crianças, para seu aprendizado, para sua alfabetização.
É para contribuir para esse processo que o Letra A buscou, numa matéria baseada em extensa pesquisa realizada por Daniela Mercier, reunir informações e elementos mais gerais para introduzir seus leitores no campo das discussões e das ações voltadas para a inclusão e a alfabetização das crianças com necessidades especiais. A reportagem discute a definição de portadores de necessidades especiais, a legislação e as principais concepções que orientam a busca de assegurar a esses indivíduos o acesso a um direito que estabelecemos para todos: o acesso à escolarização e à língua escrita.
A fonética e a fonologia são dois domínios da lingüística que, embora desempenhem
um papel de grande relevância no ensino da língua escrita, tendem a ser desconsideradas nos cursos de formação de professores, sejam eles iniciais ou em
serviço. A fonética estuda, segundo a definição das interessantes obras introdutórias
escritas por Taïs Cristófaro Silva (Fonética e Fonologia do Português e Exercícios de Fonética e Fonologia, ambas publicadas pela editora Contexto), "os métodos para a descrição, classificação e transcrição dos sons da fala", quer dizer, dos sons que os seres humanos produzem ao falar. A Fonologia, por sua vez, estuda o modo pelo qual um determinado conjunto de sons e suas combinações "funcionam" no interior de uma determinada língua. Como o nosso sistema de escrita representa os sons da língua, uma importante dimensão de uma didática da alfabetização consiste na análise desses sons e do modo pelo qual são representados pelas letras ou grafemas.

ANTÔNIO AUGUSTO BATISTA - diretor do Ceale
http://www.ceale.fae.ufmg.br/nomade/midia/docs/63/phpUHYLYH.pdf

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