sábado, 24 de abril de 2010

Anne Frank é tema de exposição em São Paulo

Anne Frank é tema de exposição em São Paulo


Publicação: sexta, 23 de abril de 2010



A exposição Anne Frank, uma história para hoje, que já percorreu mais de 50 países desde 1996, está em cartaz no Hotel Feller Paulista. A mostra é composta por 30 painéis com documentos, textos, cartas e fotografias e conta a amargura da família Frank sob o jugo nazista. O evento está aberto para visitação, das 9h às 21h, até o dia 2 de maio.

Serviço

Endereço: Rua São Carlos do Pinhal, 200.
Data: De 21 de abril a 2 de maio.
Horário: Das 9h às 21h.
Mais informações: (11) 3016-7500.

domingo, 18 de abril de 2010

escolas da rede pública que vão participar do programa Um Computador por Aluno (UCA) começam a receber os laptops.

A partir deste mês abril (2010), as 300 escolas da rede pública que vão participar do programa Um Computador por Aluno (UCA) começam a receber os laptops. No primeiro lote serão distribuídos 33.765 máquinas para 85 escolas em dez estados até 13 de maio. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), até o final de 2010 serão entregues 150 mil computadores.

As escolas participantes do programa foram escolhidas pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Cada uma delas deve definir, de acordo com seu projeto pedagógico, a forma como os computadores serão utilizados em sala de aula. Segundo o MEC, os equipamentos possuem um sistema de segurança que desativa o computador caso ele permaneça muito tempo fora da escola. O prazo de garantia das máquinas é de um ano.

Cada laptop do UCA saiu por R$ 550. O total de investimento no programa foi de R$ 82 milhões. O equipamento tem 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de 1,5 quilo.

Fonte: http://www.interdidatica.com.br/index.php?link=imprensa/noticias/405.php

sexta-feira, 16 de abril de 2010

5º Prêmio Educar para a Igualdade Racial

www.ceert.org.br - Data: Até 7 de maio

Até 7 de maio estarão abertas as inscrições para o 5º Prêmio Educar para a Igualdade Racial, que tem o objetivo de identificar, difundir, reconhecer e apoiar práticas pedagógicas preocupadas com a valorização da diversidade.

Informações pelo site www.ceert.org.br

domingo, 11 de abril de 2010

A pessoa com deficiência e o acesso aos espaços culturais e artísticos

Paulo Roberto Barbosa Ramos[1]

A partir de 1988 a Sociedade Civil e o Estado no Brasil passaram a priorizar, indiscutivelmente, o homem como ser de direitos. Tal fato decorreu da promulgação da Constituição da República Federativa que iniciou o seu texto estabelecendo a cidadania e a dignidade da pessoa humana como princípios fundamentais norteadores de toda e qualquer conduta dos cidadãos e autoridades como forma de viabilizar a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, capaz de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

"...para que a cidadania e a dignidade da pessoa humana se tornem realidade no Brasil faz-se necessário garantir todos os direitos enumerados como fundamentais pela Constituição de 1988 ...".

Contudo, para que a cidadania e a dignidade da pessoa humana se tornem realidade no Brasil, materializando uma sociedade livre, justa e solidária, faz-se necessário garantir todos os direitos enumerados como fundamentais pela própria Constituição de 1988, como a vida, a liberdade, a segurança, a propriedade, a igualdade, a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a previdência, a assistência social, a cultura.

O direito de acesso aos espaços culturais e artísticos aos portadores de deficiência representa a implementação, a efetivação dos princípios e objetivos traçados pela própria Constituição. Alem disso, é reflexo da associação dos direitos à liberdade e do direito à cultura, sem considerar o fato de que pode se constituir no próprio direito ao lazer, o que impõe a conclusão de que os direitos fundamentais são indissociáveis.

O caráter de indissociabilidade dos direitos fundamentais é de grande relevância, porquanto a Constituição, que objetiva construir uma cidadania plena, acessível a todos os brasileiros, terá mais possibilidade de materialização. Com essa interpretação, tem-se a justificativa para o fato de que devem ser necessariamente assegurados aos portadores de deficiência o acesso à cultura e às manifestações culturais, porque esse acesso é condição essencial de garantia plena da cidadania desses cidadãos, uma vez que representa não somente o direito à liberdade, como também ao lazer e a todos os bens e valores imprescindíveis à inserção desse segmento homem na sociedade.

Se o acesso aos espaços culturais e artísticos é relevante para a formação plena dos cidadãos, deve ser garantido a eles o acesso a esse direito. Por outro lado, se os espaços em que essas manifestações se dão não estão preparados arquitetonicamente para receber as pessoas portadoras de deficiência, notadamente física, essas pessoas terão inviabilizado o seu direito de acesso à cultura e às manifestações artísticas. Dessa forma, para que as pessoas portadoras de deficiência tenham direito ao acesso à cultura e às manifestações artísticas, os espaços em que se dão devem estar perfeitamente adaptados às suas necessidades. Nenhuma justificativa parece aceitável para que esses espaços, como quaisquer outros não estejam adaptados, nem mesmo o de que os prédios em que elas se dão são históricos, tombados pelo patrimônio. Para que servem então as novas tecnologias? Questões financeiras podem ser até ventiladas, entretanto, não podem representar óbices às adaptações necessárias.

Ademais, outros recursos devem ser utilizados para facilitar o acesso das pessoas com as mais variadas deficiências a esses locais, como, por exemplo, a qualificação dos profissionais que organizam esses eventos na Língua Brasileira de Sinais, instalação de equipamentos sonoros em museus, equipamentos visuais, dentre outros recursos.

Somente com essas preocupações, a Constituição estará sendo plenamente respeitada, especialmente porque ela impõe que os portadores de deficiência sejam cidadãos completamente integrados à sociedade.


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[1] Paulo Roberto Barbosa Ramos é Pós-Doutorando na USP, Doutor em Direito Constitucional pela Pontificia Universidade Católica de São Paulo, é professor adjunto do Departamento de Direito da Universidade Federal do Maranhão e Promotor de Justiça da Promotoria Especializada dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e Idosos do Maranhão.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A "Evolução" da Educação?

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,
datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas
Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional
antes de iniciar as aulas.

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$
20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais
moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina
registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se
convenceu e chamou o gerente para ajudá-la

Ficou com lágrimas nos olhos, enquanto o gerente tentava explicar e ela
aparentemente continuava sem entender.

Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi
assim:

01. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

02. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o
lucro?

03. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$
80,00. Qual é o lucro?

04. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o
lucro:
a) ( )R$ 20,00
b) ( )R$ 40,00
c) ( )R$ 60,00
d) ( )R$ 80,00
e) ( )R$ 100,00

05. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
a) ( )SIM
b) ( ) NÃO

06. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$
20,00.
a) ( )R$ 20,00
b) ( )R$ 40,00
c) ( )R$ 60,00
d) ( )R$ 80,00
e) ( )R$ 100,00

07. Em 2010 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
(Se você pertence a minorias como: afro descendente, pessoa com deficiência, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
a) ( )R$ 20,00
b) ( )R$ 40,00
c) ( )R$ 60,00
d) ( )R$ 80,00
e) ( )R$ 100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele
pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora
provocou traumas na criança.

Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Manual de combate à violência doméstica.

Izabel Leão / Jornal da USP
O Instituto de Psicologia (IP) da USP lançou, no início do mês, o Inventário de Frases no Diagnóstico de Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes (IFVD), um instrumento para auxiliar na identificação da violência física e sexual doméstica contra crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. No evento de lançamento do manual, realizado na Livraria da Vila, em São Paulo, ocorreu também uma mesa-redonda, que contou com a presença da professora Rosa Inés Colombo, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Buenos Aires, na Argentina – criadora do instrumento –, Dalka Ferrari, do Instituto Sedes Sapientae, e a professora Leila Tardivo, do Instituto de Psicologia.

O manual brasileiro foi coordenado pela professora Leila Tardivo com o objetivo de apresentar o estudo comparativo dos resultados levantados na aplicação do IFVD entre crianças vitimas de violência doméstica com um grupo controle. O instrumento IFVD é composto de 57 frases de simples compreensão, às quais as crianças e adolescentes devem responder sim ou não, e foi traduzido do espanhol para o português a partir de uma pesquisa financiada pela Fapesp. O manual também apresenta os resultados obtidos na pesquisa realizada com 1.010 crianças e adolescentes, sendo 503 com experiência de agressão doméstica comprovada e 507 sem essa suspeita. “Constatamos que, entre as vítimas, a maior parte de sujeitos é do sexo feminino. A violência mais frequente é a física e a sexual, principalmente no sexo feminino. Esses dados confirmam estudos epistemológicos da área”, ressalta Leila. “Essa pesquisa comprova o quanto esse instrumento pode ser útil na tarefa de identificar a violência, devendo ser usado quando há suspeita de agressão.”

Embora a finalização do trabalho seja importante para outros profissionais da área, a professora se diz preocupada por saber que ainda há tantas crianças e adolescentes que sofrem a experiência da violência dentro de seus lares, com todas as conseqüências decorrentes na saúde física e mental desses jovens. “É nos lares que se espera que as crianças sejam protegidas, amparadas, cuidadas e amadas para se desenvolver. No entanto, uma vez que esse fenômeno se configura em triste realidade, é urgente cada vez mais conhecê-lo e compreendê-lo para poder enfrentá-lo: prevenindo e tratando. É uma missão de todos, em especial de profissionais da área da saúde e da educação.”

Leila conta que, ao tomar contato com o instrumento, decidiu realizar um estudo, procedendo à tradução do inventário. Ela verificou que as crianças compreendiam bem as frases e que estas discriminavam crianças vítimas de violência, em relação às sem suspeita de vitimização.

O manual
O manual é composto de seis capítulos, além das referências bibliográficas e os anexos. O primeiro capítulo trata do fenômeno da violência doméstica contra crianças e adolescentes, constituindo-se na fundamentação teórica, trazendo o referencial com o qual se aborda o fenômeno, com apresentação de bibliografias, para consulta e pesquisa.

A descrição do IFVD é realizada no segundo capítulo, composto por 57 frases. Por exemplo: “tenho muito medo da noite”, “meus amigos sabem tudo a meu respeito”, “Muitas vezes tenho vontade de pegar algo que não é meu”, “Estou triste porque tudo dá errado comigo”, “Acredito que meu pai não vai me machucar”, “O tempo todo me incomodam as lembranças de coisas feias que me aconteceram”, “Sinto meu corpo usado”, “Todos me traem”, “Estou louco/a”).

São frases de simples compreensão, que exigem que a criança responda sim ou não (se têm a ver com sua vida), sendo que as frases não tratam da experiência de vitimização de forma direta, mas estão relacionadas aos transtornos que a ela traz, emocionais, cognitivos, sociais e físicos.

O relato da pesquisa apresenta-se no terceiro capítulo, com descrição da composição dos dois grupos estudados: 503 crianças vítimas de violência doméstica comprovada, do grupo experimental, e 507 crianças sem suspeita de serem vítimas dessa experiência, que compõem parte do grupo controle. “É importante observar que houve dificuldades no trabalho de campo, mas que foram enfrentadas e vencidas”, afirma Leila.

A equipe pesquisadora visitou centros de atendimento, organizações não-governamentais e vítimas da violência doméstica. Leila conta que todos os procedimentos foram seguidos criteriosamente para compor o grupo experimental de crianças e adolescentes que seriam entrevistados. Foram realizadas reuniões e palestras com diretores, orientadores de escolas e com os pais das crianças. Termos de consentimento foram assinados, e também entrevistas individuais foram realizadas.

Nesse levantamento, Leila e equipe constataram que em alguns bairros a violência física por parte do pai, principalmente, era mais frequente, o que deixou claro que a violência física na infância, no Brasil, ainda é considerada uma forma de educação e disciplina.

Ainda no terceiro capítulo encontram-se as tabelas com os dados estatísticos dos resultados encontrados. Na maioria dos casos as crianças vítimas de violência são do sexo feminino, nas idades entre 10 e 11 anos, com nível de escolaridade da primeira série, com um atraso considerável quando comparados aos sujeitos do grupo controle, “sendo esse problema na educação formal um dos efeitos da violência doméstica”, observa Leila.

altO tipo de violência mais encontrado foi a física e a sexual, muito mais frequente no sexo feminino. O IFVD diferenciou de forma estatisticamente significante os grupos de crianças vitimas de violência doméstica (grupo experimental) daquelas sem suspeita de vitimização (grupo controle). “Assim as médias do grupo experimental foram sempre maiores que o de controle em todas as situações investigadas”, afirma.

O capítulo quatro descreve as instruções a serem seguidas na aplicação do IFVD e o quinto capítulo expõe a interpretação dos dados. Os casos clínicos estão descritos no sexto capitulo, apresentando protocolos de três meninas vitimas de violência doméstica e que apresentaram pontuação compatível com a obtida no grupo experimental.

Leila ressalta que embora o IFVD tenha sido criado na Argentina e traduzido para o português, é perfeitamente válido empregá-lo em um número representativo de crianças brasileiras. “É um instrumento que discrimina os dois grupos, ou seja, crianças vítimas de violência doméstica (nas formas física e sexual) e aquelas sem essa experiência, sendo possível dizer que foram encontradas evidências de que o instrumento foi capaz de discriminar vitimas de violência infantil das que não apresentavam esse tipo de problemática na amostra estudada”, complementa. “Nosso objetivo maior é poder ajudar a melhorar a vida de centenas de crianças e adolescentes que sofrem com essa violência, oferecendo um atendimento melhor, formando pessoas e trabalhando na prevenção.”

Alimentação na terceira idade é tema de palestra na FCF

Alimentação na terceira idade é tema de palestra na FCF

USP Online / Agência USP
No dia 14, das 10 às 12 horas, acontece a palestra Hábitos de vida e de alimentação na prevenção de doenças crônicas na terceira idade na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.

O objetivo é informar idosos e o público em geral sobre as principais doenças crônicas que acometem as pessoas da terceira idade e sobre as formas de prevenção do desenvolvimento de tais doenças, especialmente no que diz respeito aos hábitos de vida e de alimentação.

O evento acontece no Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da FCF, na Av. Prof. Lineu Prestes, 580, Bloco 14, Cidade Universitária, São Paulo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas do dia 5 ao dia 13 pelos telefones (11) 3091-3656 / 3657.

Mais informações: (11) 3091-3656 / 3657, email alinutri@edu.usp.br