domingo, 29 de agosto de 2010

50 Vagas para deficientes na Scania de São Bernardo do Campo.

Amigos,
Se conhecerem alguém, indiquem por favor, pois é tão difícil
aparecerem esses empregos, e quando aparecem não nos lembramos de ninguém.


Bom dia a todos! Estou selecionando deficientes,vocês
conhecem alguém para indicar? No total são 50 oportunidades, todas para uma grande montadora em São Bernardo do Campo.

Salário: R$ 2.266,00
Horário de trabalho: das 8:00 às 17:00
Dias trabalhados: Segunda a Sexta
Benefícios oferecidos: Assistência médica e odontológica,
seguro de vida, refeitório no local, Participação nos lucros e
resultados, fretado.

Requisitos: Ensino médio completo;
Nível de deficiência
( X ) Física ( ) Cadeirante
( ) Deficiências múltiplas
( X ) Ausência de membro superior
( X ) Ausência de membro inferior
( X ) Física utilizando bengala ou muleta
( ) Andador ( ) Ostomia
( X ) Encurtamento de membro inferior ( X ) Nanismo
( ) Auditiva
( X ) Encurtamento de membro superior ( ) Visual ( )Baixa visão
( ) Deficiência Intelectual<"arialms?,?sans-serif?;color:navy?="" unicode="">
(X ) Uso de prótese

Forma de contato ( especificar ): envio de currículo para o e-mail: flavia_barbieri@cieesp.org.br

Atenciosamente
Flávia Barbieri Retzer
Apoio Comercial - Unidade SB Campo
End: Av. Senador Vergueiro, 355 - Jd do Mar/SBC
CEP: 09750-000
Fone: Fax:
Site: www.ciee.org.br

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Inclusão de autistas em escola regular divide especialistas e pais

A educação de autistas por escolas regulares e o tratamento com o uso de dietas sem glúten causaram polêmica entre especialistas, representantes e associações de pais de crianças autistas na reunião conjunta desta quarta-feira das comissões de Direitos Humanos e Minorias; e de Legislação ParticipativaCriada em 2001, tornou-se um novo mecanismo para a apresentação de propostas de iniciativa popular. Recebe propostas de associações e órgãos de classe, sindicatos e demais entidades organizadas da sociedade civil, exceto partidos políticos. Todas as sugestões apresentadas à comissão são examinadas e, se aprovadas, são transformadas em projetos de lei, que são encaminhados à Mesa Diretora da Câmara e passam a tramitar normalmente..

O neuropediatra José Salomão Schwartzmann criticou a exigência de que as crianças autistas sejam educadas em escolas regulares. Para ele, a adaptação às escolas comuns depende de cada criança. “Se o indivíduo tiver rendimento na escola regular, tudo bem. Mas exigir isso de todos é um desserviço à pessoa, que vai se marginalizar ao invés de socializar”, disse o médico, que condenou o fechamento das escolas especiais.

A diretora da Escola Metamorfose de Niterói (RJ), Sandra Cerqueira, afirmou que, na sua experiência à frente de uma escola privada especializada em autismo, um portador da doença precisa de alguns requisitos mínimos na educação que não são oferecidos pelo Poder Público: acompanhamento familiar especializado, número reduzido de alunos, currículo personalizado e equipe muiltisciplinar. “O autista tem de ser avaliado individualmente e ser tratado nas suas deficiências”, disse.

Já a pesquisadora da Universidade Federal de Natal Eliana Rodrigues Araújo defendeu a inclusão dos autistas em escolas regulares. “A educação pública é um direito de todas as crianças, e é preciso que se ofereça condições para isso”, comentou a pesquisadora, que tem um filho autista. Segundo ela, a inclusão do seu filho na escola só foi possível depois de muito diálogo com os professores, que não estão capacitados para lidar com crianças autistas.

Alimentação


O médico Salomão Schwartzmann criticou ainda o uso de tratamentos que não foram comprovados cientificamente, como é o caso do uso de dietas sem glúten em crianças autistas. O método é utilizado pela diretora da Escola Metamorfose, Sandra Cerqueira, que defende projetos de leis estaduais para que o Sistema Único de Saúde (SUS) financie exames para o estudo desse tratamento.

O médico alertou que o sucesso em casos pontuais não pode ser generalizado sem o devido estudo. “Se o filho de alguém tem alteração quando come glúten, ele tem de ter uma dieta especial. Mas sugerir que isso seja aplicado a todos os autistas do Brasil e que o Poder Público pague por isso, sem comprovação científica, não tem sentido”, afirmou Schwartzmann. Segundo ele, ainda não se conhecem as consequências de retirar o glúten da dieta de uma pessoa que não tenha alergia.

Sandra Cerqueira rebateu as críticas do neuropediatra. Ela disse que há pesquisas suficientes que apontam intolerância ao glúten e outras substâncias por crianças autistas e que é preciso investir na pesquisa desses sintomas. “Quanto tempo vamos esperar para que essas pesquisas sejam comprovadas? Até que nossos filhos cresçam, se tornem adultos e já não possam ser tratados?”, questionou a diretora.

Palestrantes cobram capacitação de profissionais para lidar com autismo


É preciso investir na divulgação de informações sobre o autismo para professores, médicos, pais e agentes públicos, para facilitar o reconhecimento dos primeiros sinais da doença e permitir o diagnóstico precoce. A opinião é da presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Alexandra Capone, que participou nesta quarta-feira de audiência pública das comissões de Direitos Humanos e Minorias; e de Legislação Participativa. Na sexta-feira (18), será comemorada a sexta edição mundial do Dia do Orgulho Autista

Ela defendeu que o autismo seja objeto de uma disciplina obrigatória nos cursos de Medicina e de Pedagogia, para que esses profissionais sejam preparados para lidar com a doença e que o governo invista em campanhas nacionais de esclarecimento sobre a doença. “O maior problema atual continua sendo o diagnóstico. Temos apenas um psiquiatra infantil para cada 33 mil crianças com transtornos severos”, disse.

Segundo ela, bombeiros, policiais e agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência também precisam ser capacitados para lidar com autistas. “Esses agentes que podem lidar com portadores da doença no dia-a-dia precisam saber como abordá-los se estiverem desacompanhados”, ressaltou.

Diagnóstico precoce


Para o neuropediatra José Salomão Schwartzmann, agentes de saúde e pediatras precisam ser capacitados sobre os primeiros sinais do autismo, já que o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. “Observações simples de um pediatra já poderiam levantar suspeitas sobre o autismo, mas o nosso pediatra não tem informações sobre a doença.”

O mediador da lista virtual Autismo no Brasil, Argemiro Garcia, ressaltou que a informação sobre o autismo vai garantir o tratamento adequado e a inclusão social dos portadores. “Precisamos acabar com a ignorância e informar a todos sobre o autismo, para que o diagnóstico e o prognóstico sejam adequados. Somos um país que não tolera a prisão perpétua para o pior criminoso, mas que admite que uma pessoa, por ter deficiência, seja confinada pelo resto da vida”, destacou.

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Fonte: Agência Câmara

Publicado em quinta-feira, junho 17th, 2010 - 15:53 e classificado em + NOTÍCIAS, Campanhas, Deficiência, INCLUSÃO.

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